- POR QUÊ cantar no culto?
1.
A música é um grande veículo de integração entre as
pessoas.
2.
Com ela podemos expressar a Deus e aos homens nossos
sentimentos. As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de
Deus rejubilavam. (Jó 38.7)
3.
Porque através do Espírito Santo a música é usada para
a glória de Deus, para a edificação das pessoas e salvação de vidas.
- QUANDO cantar no culto?
Nos diversos
momentos do programa. O programa básico do culto deve conter momentos de
adoração, contrição, comunhão, consagração, pregação e oração.
- O QUE cantar no culto?
1.
Músicas dirigidas a Deus, como acontecia na
Igreja Primitiva, que usava os cânticos tão somente para louvar e engrandecer a
Deus. Não havia preocupação com o ser humano.
2.
Músicas que falem ao homem, lembrando suas
necessidades e anseios, ajudando-o a entregar a Deus suas preocupações e
alegrias, possibilitando que o adorador cresça espiritualmente.
3.
Hinos e canções de diferentes estilos: alegres,
sóbrios, contritos, contagiantes, observando o propósito de sua inserção e sua
adequação ao momento específico do programa.
Neste aspecto,
é importante salientar que:
·
Deve haver coerência na seleção do repertório
musical, observando que o estilo precisa estar adequado a intenção do momento
no qual é inserida determinada peça musical.
·
É preciso bom senso no planejamento do programa,
tomando cuidado para que a música não ocupe tempo demais na programação.
·
As fontes determinantes do repertório disponível
precisam ser muito variadas. Além de conhecimento de muitos lançamentos no
mercado fonográfico, é fundamental o conhecimento de hinários e coletâneas
diversas nacionais e internacionais.
·
É fundamental o estudo teológico doutrinário do
que se pretende ensinar, observando se as letras são coerentes com aquilo que
cremos e professamos. Joel Sierra, do México nos diz sobre isto que “um bom conteúdo teológico não pode ser de
nenhuma maneira linguagem incompreensível. Tudo o que se canta, fala, lê e ora
no culto público devem ser palavras compreensivas para todos. O culto é pleno
de teologia."
·
Ao selecionar hinos e canções deve-se tomar
cuidado para que suas letras não sejam vulgares, simplórias ou muito elaborados, impedindo as pessoas
experimentar o verdadeiro louvor.
·
O critério para seleção do repertório musical
deve levar em conta:
- a aprendizagem rápida da congregação;
- sua acessibilidade ao público-alvo;
- o envolvimento da congregação na celebração do culto.
Portanto:
·
O líder
de ministração coletiva precisa conhecer a congregação, observando as diversas
faixas etárias, culturas, costumes, cuidando para que o repertório musical
esteja sintonizado com essa diversidade.
·
Precisa
conhecer também o seu pastor.
- COMO cantar no culto?
1.
Lembrando a todos os
adoradores (congregação e músicos) que o cântico é para o Senhor. Muitas vezes cantamos apenas por tradição histórica,
sem consciência da importância da música no culto e do ato de adoração.
2.
Fugindo da pressa, mas
tomando cuidado para não errar pelo excesso. Neste aspecto, o equilíbrio é
fundamental, evitando tanto o mecanicismo, que caracteriza a pressa, quanto o
alongamento, prejudicando outros itens do programa.
3.
Usando livros de
cânticos, hinários oficiais e músicas avulsas, buscando sempre uma variedade
saudável, preocupando-se em estabelecer uma boa dosagem entre músicas novas
(desconhecidas) e repertório mais antigo, que já é de domínio congregacional e
ajuda muito na adoração consciente.
4.
Buscando um equilíbrio
entre formalidade, informalidade, técnica e improvisação. Todos esses 4 fatores
são importantes para um bom programa de culto e devem ser analisados pelos
dirigentes de louvor.
CONDUZINDO ENSAIOS
- A importância dos ensaios.
Ramon Tessmann
diz que “os ensaios em grupo são
considerados fundamentais dentro de um ministério musical. Muita gente tem dado
bastante importância a este ponto em especial e outros não têm levado o assunto
tão a sério. A estes últimos deixo um alerta: é hora de mudar”.
- Estratégias para bom aproveitamento do tempo:
1.
Planejar com antecedência a distribuição do tempo
total.
2.
Trabalhar em separado com instrumentistas e cantores,
fazendo a junção ao final do ensaio.
3.
Fazer todos os arranjos antes do ensaio, explicando com
clareza todo o processo para facilitar o trabalho dos executantes.
4.
Separar um tempo para oração, comunhão e ministração da
Palavra aos músicos.
5.
Valorizar o trabalho dos técnicos de som e iluminação, pois
são parte importante neste processo. É preciso investir tempo em sua vida
espiritual e crescimento cristão, para que não cumpram suas tarefas
mecanicamente.
6.
A equipe de som e multimídia precisam estar informadas e atentas aos objetivos de cada etapa do programa do culto,
que se dará durante o período de ensaio,
possibilitando o equilíbrio de volume e abertura de som para cada
instrumento ou cantor no momento certo.
Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão
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