sexta-feira, 15 de março de 2013

CANTAR: QUANDO, COMO E POR QUÊ



  • POR QUÊ cantar no culto?
1.      A música é um grande veículo de integração entre as pessoas.
2.      Com ela podemos expressar a Deus e aos homens nossos sentimentos. As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam. (Jó 38.7)
3.      Porque através do Espírito Santo a música é usada para a glória de Deus, para a edificação das pessoas e salvação de vidas.

  • QUANDO cantar no culto?
Nos diversos momentos do programa. O programa básico do culto deve conter momentos de adoração, contrição, comunhão, consagração, pregação e oração.
  • O QUE cantar no culto?
1.      Músicas dirigidas a Deus, como acontecia na Igreja Primitiva, que usava os cânticos tão somente para louvar e engrandecer a Deus. Não havia preocupação com o ser humano.
2.      Músicas que falem ao homem, lembrando suas necessidades e anseios, ajudando-o a entregar a Deus suas preocupações e alegrias, possibilitando que o adorador cresça espiritualmente.
3.      Hinos e canções de diferentes estilos: alegres, sóbrios, contritos, contagiantes, observando o propósito de sua inserção e sua adequação ao momento específico do programa.
Neste aspecto, é importante salientar que:
·         Deve haver coerência na seleção do repertório musical, observando que o estilo precisa estar adequado a intenção do momento no qual é inserida determinada peça musical.
·         É preciso bom senso no planejamento do programa, tomando cuidado para que a música não ocupe tempo demais na programação.
·         As fontes determinantes do repertório disponível precisam ser muito variadas. Além de conhecimento de muitos lançamentos no mercado fonográfico, é fundamental o conhecimento de hinários e coletâneas diversas nacionais e internacionais.
·         É fundamental o estudo teológico doutrinário do que se pretende ensinar, observando se as letras são coerentes com aquilo que cremos e professamos. Joel Sierra, do México nos diz sobre isto que “um bom conteúdo teológico não pode ser de nenhuma maneira linguagem incompreensível. Tudo o que se canta, fala, lê e ora no culto público devem ser palavras compreensivas para todos. O culto é pleno de teologia."
·         Ao selecionar hinos e canções deve-se tomar cuidado para que suas letras não sejam vulgares, simplórias ou  muito elaborados, impedindo as pessoas experimentar o verdadeiro louvor.
·         O critério para seleção do repertório musical deve levar em conta:
- a aprendizagem rápida da congregação;
- sua acessibilidade ao público-alvo;
- o envolvimento da congregação na celebração do culto.
Portanto:
·         O líder de ministração coletiva precisa conhecer a congregação, observando as diversas faixas etárias, culturas, costumes, cuidando para que o repertório musical esteja sintonizado com essa diversidade.
·         Precisa conhecer também o seu pastor.

  • COMO cantar no culto?
1.      Lembrando a todos os adoradores (congregação e músicos) que o cântico é para o Senhor. Muitas vezes cantamos apenas por tradição histórica, sem consciência da importância da música no culto e do ato de adoração.
2.      Fugindo da pressa, mas tomando cuidado para não errar pelo excesso. Neste aspecto, o equilíbrio é fundamental, evitando tanto o mecanicismo, que caracteriza a pressa, quanto o alongamento, prejudicando outros itens do programa.
3.      Usando livros de cânticos, hinários oficiais e músicas avulsas, buscando sempre uma variedade saudável, preocupando-se em estabelecer uma boa dosagem entre músicas novas (desconhecidas) e repertório mais antigo, que já é de domínio congregacional e ajuda muito na adoração consciente.
4.      Buscando um equilíbrio entre formalidade, informalidade, técnica e improvisação. Todos esses 4 fatores são importantes para um bom programa de culto e devem ser analisados pelos dirigentes de louvor.

CONDUZINDO ENSAIOS


  • A importância dos ensaios.
Ramon Tessmann diz que “os ensaios em grupo são considerados fundamentais dentro de um ministério musical. Muita gente tem dado bastante importância a este ponto em especial e outros não têm levado o assunto tão a sério. A estes últimos deixo um alerta: é hora de mudar”.


  • Estratégias para bom aproveitamento do tempo:

1.      Planejar com antecedência a distribuição do tempo total.
2.      Trabalhar em separado com instrumentistas e cantores, fazendo a junção ao final do ensaio.
3.      Fazer todos os arranjos antes do ensaio, explicando com clareza todo o processo para facilitar o trabalho dos executantes.
4.      Separar um tempo para oração, comunhão e ministração da Palavra aos músicos.
5.      Valorizar o trabalho dos técnicos de som e iluminação, pois são parte importante neste processo. É preciso investir tempo em sua vida espiritual e crescimento cristão, para que não cumpram suas tarefas mecanicamente.
6.       A equipe de som  e multimídia precisam estar informadas e atentas aos objetivos de cada etapa do programa do culto, que se dará durante o período de ensaio,  possibilitando o equilíbrio de volume e abertura de som para cada instrumento ou cantor no momento certo.

Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão 


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