quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

TIGELA DE MADEIRA

Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de 4 anos de idade. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes. A família comia reunida a mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o  atrapalhavam na hora de comer. Quando pegava o copo, o leite era derramado na toalha da mesa, ervilhas rolavam de sua colher e caiam no chão. O filho e a nora irritaram-se com a bagunça "Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai" disse o filho. "Já tivemos leite suficiente derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão" Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa.

Desde que o velho quebrou um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira. Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos...mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram ásperas, quando ele deixava um talher ou comida cair no chão. O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio. Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente a criança: "O que você está fazendo?" O menino respondeu docemente: "Ah! Estou fazendo uma tigela de madeira para você e para a mamãe comerem, quando eu crescer". O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais, que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.

Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite, o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o a mesa da família. Dali para frente e até o final de seus dias, ele comeu todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido  e a esposa não se importava mais quando um garfo caia, quando leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.

De uma forma positiva, aprendi que não importa o que aconteça, ou quão ruim pareça o dia de hoje, a vida continua, e amanhã será melhor.

Aprendi que não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, você sentirá falta deles quando partirem aprendi a saber ganhar a vida e que não é a mesma coisa que saber viver.

Aprendi que a vida às vezes nos dá uma segunda chance, que viver não é só receber.

Aprendi que se você procurar a felicidade, vai se iludir, mas se focalizar a atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos outros, no trabalho e procurar fazer o melhor, a felicidade vai encontrá-lo.

Aprendi que quando sinto dores, não preciso ser uma dor para outros, que diariamente preciso alcançar e tocar alguém. As pessoas gostam de um toque humano - segurar na mão, receber um abraço afetuoso, ou simplesmente um tapinha amigável nas costas.

"As pessoas se esquecerão do que você disse... Esquecerão o que você fez... Mas nunca esquecerão como você as tratou...".

SEM PALAVRAS...

Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
                                                   Erasmo.

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