Sansão foi o homem mais forte da Terra; mas no domínio de si mesmo, na integridade e firmeza
foi um dos mais fracos. Muitos tomam erradamente as paixões fortes como caráter forte; mas a
verdade é que aquele que é dominado por sua paixão, é homem fraco. A verdadeira grandeza
do homem é medida pela força de sentimentos que ele domina e não pelos sentimentos que o dominam."
Sansão acabou caindo nas mãos do inimigo, porque jamais caiu em si mesmo.
Dominou o leão no caminho de Timnate, mas nunca dominou o próprio eu.
Gostava de propor enigmas, mas só tarde resolveu o enigma de sua vida.
Fixou os olhos no brilho ofuscante de uma falsa Dalila e acabou cego. Buscou uma liberdade falsa,
e terminou escravo. Não quis trilhar a senda da retidão e findou dando voltas e mais voltas
empurrando as moendas do cárcere. Incendiou com o auxílio das raposas as searas inimigas,
mas permitiu que a raposinha dos vícios destruíssem sua própria vida. Carregou os portões
de Gaza sobre os ombros, mas foi esmagado sob os pecados de Gaza. Brincava de deixar-se amarrar,
e amarrado ficou. Gostava de folia e seu penúltimo ato foi servir de palhaço, perante algozes.
Felizmente arrependeu-se na undécima hora e procurou redimir uma vida fracassada com um
último arroubo de esforço de fé. Venceu, mas quão gloriosa teria sido sua carreira, tivesse aceito
a diretriz divina para sua vida.
Do livro "COLUNAS DO CARÁTER", por S. Júlio Schwantes.
Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo.
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