quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

UMA OBRA EMERGENCIAL


Disse Jesus: "A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou 
e concluir a sua obra. 
João 4:34


O ministério de Jesus entre nós, revelou a urgência que é fazer a obra de Deus, Jesus comparou com o nosso estado fisiológico: a necessidade de comer. Já imaginou se toda vez que sentíssemos fome teríamos que fazer a obra de Deus? Teria pessoas pregando o dia inteiro. Brincadeira à parte, mas o sentido é esse mesmo, falar de Deus, está sensível a vontade de Deus é essencial para o Reino de Dele e para a nossa vida.
A mulher Samaritana nos ensina essa urgência, quando deixa seu cântaro ali no poço e vai a cidade testemunhar dele, ou seja, o trabalho que ela iria realizar com aquela água tornou-se secundário diante da urgência da obra de Deus.
A minha oração é que estejamos mais sensíveis ao querer de Deus em nosso dia a dia. Para tanto, precisamos desenvolver a oração, desenvolver a leitura diária da Palavra de Deus e ter também uma vida devocional, onde teremos experiências com Deus e descobriremos os propósitos dele para nossa vida.
Que assim seja hoje e sempre.
Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão  

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A FÉ QUE TRAZ RECOMPENSA


Por isso, não abram mão da confiança que vocês têm; 
ela será ricamente recompensada.
Hebreus 10:35-36



  • Aqui, o autor do livro, vem relatando as dificuldades que os cristãos passaram: prisões, martírios, humilhações, perda de bens, tudo por amor a cristo. Até que o autor chega nessa rica conclusão.
CONFIANÇA

  • A bíblia revela dois aspectos:
a)    É quando alguém se entrega aos cuidados de outrem;
b)    É quando alguém se deixa persuadir.

  • Deus colocou em todo ser humano, essa necessidade de confiar em alguém ou em alguma coisa; 
  • É muito comum encontrarmos pessoas que dizem confiar em Deus, sobretudo quando está tudo bem, porém na realidade, elas querem apenas dizer, que sabem da existência de Deus;
  • Até mesmo os frequentadores de igrejas, sabem dessa existência, mas daí a se entregar aos cuidados de Deus, o Todo Poderoso, vai uma enorme distância;
  • A bíblia, também nos ensina, que a confiança deve ser posta somente em Deus;
    • Nem em si próprio, nem no dinheiro, nem nas autoridades, nem em imagens, mas somente em Deus;
NÃO ABRIR MÃO

  • A confiança é algo que não podemos abrir mão;
    • O mesmo autor que diz no capitulo seguinte, que sem fé é impossível agradar a Deus;
    • Aquele que adora alguém ou alguma coisa, vai querer agradar este ser ou coisa,  de alguma forma;
    • Para agradar a Deus, é necessário ter fé.

  • Mas o que tem crescido entre as pessoas ultimamente é a falta de fé, depois de se acreditar em tudo, cada vez mais pessoas enfrentam a apostasia.
  • Pessoas que abriram mão da fé, de agradar a Deus;
RECOMPENSA

  • A bíblia é recheada de exemplos sobre a fé;
  • Jesus seguidamente exaltou a fé daqueles que curou;
  • A fé praticada é ricamente recompensada;
Que aprendamos a praticar a Fé, e desfrutar da recompensa divina a cada dia.
Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O PERFIL DO ADORADOR



"Eu sou hebreu, adorador do Senhor, o Deus dos céus, que fez o mar e a terra". 
Jonas 1:9



O PERFIL DO ADORADOR


  • O profeta Jonas tem um perfil de adorador bem parecido com os adoradores de nossos dias;
  • Apesar de Jonas ter uma imagem negativa, vejo em Jonas muitas qualidades:
a)    Numa situação extremamente adversa, ele se identifica como adorador do Deus, criador do mar e da terra;
b)    Ele não pensou em si próprio, quando recomendou aos marinheiros que o atirassem no mar, para que fosse revertida aquela situação;

  • O interessante é que, com Deus, ele pensa na sua própria pele, quando que diante dos homens, ele teve compaixão deles;
Existem muitos crentes assim: São pessoas solidárias, altruístas, mas não capazes de confiar na comissão divina.

Adorar é crer na existência de Deus, e crer que Deus é bom e recompensador, apesar de nossos pecados.
Seja um adorador abençoando pessoas e contando com a graça e a misericórdia divina.

Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

INSTRUMENTOS NA BÍBLIA


INSTRUMENTOS NA BÍBLIA (Ramon Tessmann)

Os instrumentos musicais têm acompanhado a humanidade desde os tempos antigos. O primeiro relato bíblico confirmando isto encontra-se no livro de Gênesis 4.21: "O nome de seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos que tocam harpa e flauta". Baseado neste verso, acreditamos que Jubal, o sexto descendente de Caim, foi o criador da música instrumental...
Os Instrumentos Musicais na Bíblia
SALTÉRIO - Instrumento de cordas para acompanhar a voz (Salmo 33.2; 144.9). Era uma espécie de alaúde, semelhante à viola, mas de forma triangular ou trapezoidal;
CÍMBALOS - Instrumentos de percussão formados por dois pratos;
ALAÚDE - Instrumento de corda, semelhante à viola. É a tradução da vulgar palavra hebraica nebel. Nebel é a maior parte das vezes traduzido pelo termo saltério. As cordas eram tocadas com os dedos (Isaías 5.12; 14.11; Amós 5.23; 6.5);
TAMBORINS - Pequenos tambores. Ainda hoje as mulheres do Oriente dançam ao som do tamborim. (ver: Êxodo 15.20; 2 Samuel 6.5; Jó 21.12);
HARPA - É o mais antigo instrumento musical que se conhece, existindo já antes do dilúvio (Gênesis 4.1). A palavra hebraica kinnor, que se acha traduzida por harpa, significa provavelmente a lira. Os hebreus faziam uso dela, não só para as suas devoções, mas também nos seus passatempos. Nas suas primitivas formas parece ter sido feita de osso e da concha de tartaruga. Que a harpa era um instrumento leve na sua construção, claramente se vê no fato de ter Davi dançado enquanto tocava, assim como também fizeram os levitas (1 Samuel 16.23; e 18.10). Não era usada em ocasiões de tristeza (Jó 30.31; Salmo 137.2).
Instrumentos menos comuns:

GAITA DE FOLES - Daniel 3.5, 15
PÍFARO - Jó 21.12; Daniel 3.5
BUZINA - Jó 21.12; 30.31
TROMBETAS - Números 10.9,10; 2Cr 5.12; Isaías 27.13
CÍTARA - Daniel 3.5
PANDEIRO - 2 Samuel 6.5
TAMBOR - Gênesis 31.27; 1 Samuel 10.5

Técnica Musical é bem vista na Bíblia
1 - Cantar harmoniosamente (Salmo 47.7): "Deus é o rei de toda a terra; salmodiai com harmonioso cântico."
2 - Pessoas que tocam bem são sempre prioridade, primeiros da lista (1 Samuel 17.18): "Disse Saul aos seus servos: Buscai-me, pois, um homem que saiba tocar bem e trazei-mo. Então, respondeu um dos moços e disse: Conheço um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o Senhor é com ele".
3 - Haviam pessoas treinadas em música (I Crônicas 15.22: "Quenanias, chefe dos levitas músicos, tinha o encargo de dirigir o canto, porque era entendido nisso".
4 - Tocar bem ao Senhor (Salmo 33.3): "Cantai-lhe um cântico novo; tocai bem e com júbilo"; na edição Almeida diz: "Entoai-lhe novo cântico, tangei com arte e com júbilo".

Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

COM DEUS SOMOS A MAIORIA


e eles se insurgiram contra Moisés. Com eles estavam duzentos e cinqüenta israelitas, líderes bem conhecidos na comunidade e que haviam sido nomeados membros do concílio. 
Números 16:2


Maioria não significa a vontade de Deus. Pelo menos foi isso que os israelitas pensaram ao se reunir contra a liderança de Moisés.
Pensando nisso, em muitas situações da vida estamos em minoria, porém somos pressionados a ser a maioria, seguir a opinião da massa. Até nas eleições, muitas pessoas votam naqueles que estão liderando as pesquisas, só pra ter o prazer de terem votado no vencedor. Que benefício há nisso? Aliás é um gesto de pura ignorância.
Mais importante do que a opinião popular é a orientação de Deus. Preocupe-se com isso, em saber a vontade de Deus.
Com Deus somos a maioria, mais que isso. É ter a certeza que estamos no rumo certo.
No texto bíblico, os israelitas eram a maioria, tinham todos os líderes contra Moisés, porém estavam todos rebeldes a vontade de Deus.
Então, nas questões da vida, antes de ir pela maioria, busque a vontade de Deus. Ela é boa, perfeita e agradável.
Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A INVEJA QUE MATA


Quando ia se aproximando da cova, chamou Daniel com voz aflita: "Daniel, servo do Deus vivo, será que o seu Deus, a quem você serve continuamente, 
pôde livrá-lo dos leões? " 
Daniel 6:20


Daniel é conhecido por sua fidelidade e por sua integridade também. Como as pessoas ao seu redor reconheciam sua fé, o testemunho de Daniel era excepcional, porém havia um grupo de invejosos, eles perseguiam Daniel e não conseguiam enxergar sua fé.
A inveja faz isso, ela cega as pessoas, os invejosos querem subir pisando em pessoas inocentes, elas não conseguem ver as qualidades da pessoa invejada, só pensam em destruir, achando que serão beneficiadas com isso.

E por ordem do rei, os homens que tinham acusado Daniel foram atirados na cova dos leões, juntamente com as suas mulheres e os seus filhos. E, antes de chegarem ao fundo, os leões os atacaram e despedaçaram todos os seus ossos. 
Daniel 6:24


O texto mostra bem o fim desse tipo de pessoas, é a morte. Aqui é a morte física, porém ela se dá no campo espiritual e no psicológico também. A inveja mata, ela não permite que as pessoas vivam sua vida. Elas não tem tempo para si mesma, para pensar em crescer na vida, só tem cabeça para destruir a pessoa invejada.
Que possamos ter uma vida de fé, de experiências com Deus, que possamos aprender com as qualidades das pessoas que nos cercam e nunca deixar que a inveja se aloje em nossos corações.

Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

QUAIS SÃO AS NOSSAS PRIORIDADES?


Então, deixando o seu cântaro, a mulher voltou à cidade e disse ao povo:
"Venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito. 
S
erá que ele não é o Cristo? " 
João 4:28-29


O ato da mulher samaritana deixar seu cântaro e retornar a cidade, me leva a algumas reflexões:
1) O ato de ir ao poço buscar água, significa que essa mulher era uma pessoa que tinha afazeres, apesar dela não ter marido, ela era uma mulher que trabalhava, que era responsável, com certeza uma mulher de valor. É bem provável que ela fosse marcada pela sociedade, por uma mulher de muitos maridos, mas Jesus viu uma mulher trabalhadora.
Não se deixe influenciar pelos defeitos que as pessoas põem em você, ainda que estas estejam certas em suas críticas, acredite em você e no seu potencial. Trabalhe e estude com afinco.

2) O trabalho que ela tinha para realizar ficou em segundo plano, diante da necessidade de levar as Boas Novas para o seu povo. Temos tantas coisas importantes para fazer em nossas vidas, e acabamos deixando as coisas de Deus em segundo e até em terceiro plano, nos relacionamos com tantas pessoas e nem sequer compartilhamos de Jesus. Essa mulher nos da um extraordinário exemplo, porque ela foi proclamar entre as pessoas que a marginalizavam, por causa do seu passado, mas esse fato não foi empecilho para que ela fosse bem sucedida em sua evangelização.

3)  Apenas um contato com Jesus fez toda a diferença na vida daquela mulher. De repente ela virou pregadora da Palavra de Deus, sem nenhum preparo teológico, sem nenhuma graduação, mas apenas a  experiência pessoal com Jesus. É o que nos falta nesses dias. A experiência com o Mestre e a ousadia para apenas convidar as pessoas a conhecer o Messias.
Que possamos aprender com essa mulher fantástica e assim crescer em nossa vida a cada dia.
Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

MINISTÉRIO


MINISTÉRIO (Livro Coração do Artista - Nory Roland)


“O serviço cristão é uma noção de contracultura; vai contra a natureza humana. Todos preferimos ser servidos. Se tivermos escolha, escolheremos notoriedade ao invés de obscuridade. Queremos estar sob os refletores ao invés de estarmos nos bastidores.”


Principais Barreiras da Liderança

           
·         Uma atitude de superioridade

Um número muito pequeno de nós cristãos diria em alto e bom som que achamos que somos melhores que outros, mas podemos comunicar uma atitude de superioridade de muitas maneiras. O modo que tratamos os outros revela se pensamos ser melhores que eles.
Por trás dessa atitude de superioridade está o orgulho, que é um desejo de ser exaltado. O orgulho é um pecado que é muito fácil de ver nos outros, mas não em nós.
Superioridade vem na forma de ostentação, que é o modo de que algumas pessoas encontram para lidar com a insegurança. Muitos de nós músicos somos inseguros.


·         Segundas intenções egoístas

Precisamos ficar atentos para as nossas motivações, já que o nosso coração é extremamente enganoso (Jr.17:9).
Podemos encontrar no ministério uma forma de alimentar nosso egoísmo (At.8:17-24). Devemos nos arrepender das segundas intenções, senão poderíamos pensar que estamos servindo a Deus, mas na verdade estamos servindo a nós mesmos. Às vezes nós mesmos, lá no intimo, nossa real motivação é a de recebermos e sermos notados. Queremos ser reconhecidos, aplaudidos.


·         Confiança somente em nossas habilidades

Às vezes subimos ao púlpito confiando apenas em nosso talento natural, quando que na verdade o nosso trabalho é espiritual, assim nossa confiança deve estar em Deus. Uma das coisas que nos impede de experimentarmos a benção completa de Deus em nossas vidas é a nossa auto-suficiência.
Quando músicos têm mais confiança em suas habilidades do que no Senhor, deixam o púlpito mais preocupados com a impressão que causaram ou o som que produziram do que se Deus os usou. Estão mais interessados na técnica que na substância. 
Que possamos refletir no assunto e ter a coragem de mudar para a glória de Deus e somente dEle.

Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

PERSEVERANÇA


Perseverança (Livro Coração do Artista - Nory Roland)


            Como crescer em caráter e integridade? Provações produzem perseverança; e perseverança moldam o nosso caráter. (Rm.5:3-4). 
O modo como reagimos a certos desafios ou mesmo certo pensamentos que estalam em nossa mente, tem uma grande influência na formação do nosso caráter. 
Quando você está num ministério, seu caráter será provado como nunca foi antes. Não permita que sua falta de caráter seja impedimento à atuação de Deus em sua vida. 
Nosso caráter é testado quando nos pedem para que desempenhemos um papel nos bastidores. Como responderemos quando isso acontecer? 
Nosso caráter é testado quando alguém nos faz uma crítica construtiva. Como iremos reagir?
Nosso caráter é testado toda a vez  que nossos sentimentos são feridos. Iremos desenvolver um espírito amargo ou um coração perdoador? 
Nosso caráter é testado quando uma situação pede que coloquemos as necessidades de outros à frente das nossas. Como responderemos a isso? 
Nosso caráter é testado quando encaramos a tentação, quando tentamos suprir nossas necessidades separados de Deus. 
Seremos fiéis ou não?

Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

INTEGRIDADE


Integridade (LIVRO CORAÇÃO DO ARTISTA - NORY ROLAND)


            Integridade significa fazer o que é reto aos olhos de Deus. Pessoas íntegras querem conduzir-se de maneira honrosa em todas as coisas. (Hb.13:18) Pessoas íntegras tentam ser bons exemplos em todas as coisas (Tt.2:7). Pessoas íntegras querem agradar a Deus sobre todas as coisas. (II Co.8:21; 5:9). Precisamos conduzir nossos relacionamentos com integridade, tratar as pessoas com amor e respeito, falar a verdade e dedicarmo-nos à honestidade.
            Em I Tm.4:12, diz que devemos ser exemplos e modelos na Palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza. Entendemos que esse padrões estão vinculados ao pastor e aos oficiais. Esperamos que estas pessoas tenham intimidade com Deus, que vivam retamente e não tenham uma vida dupla. Por que não esperar o mesmo de nós músicos? Estamos no mesmo púlpito e nos dirigimos à mesma congregação com a mesma mensagem.

Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

CARÁTER



Caráter (Livro Coração do Artista - Nory Roland)


O filósofo grego Heráclito ensinava que seu caráter é o seu destino. Essa é uma inversão de valores para nós, porque temos a tendência de pensar que nosso destino está embrulhado em nosso talento. Mas a verdade é que o nosso destino não está vinculado àquilo que fazemos como artistas; está atrelado ao que somos como pessoas.
Alguns de nós tentamos nos esconder por detrás de nossos talentos, e negligenciamos que somos por dentro, mas quem somos por dentro é quem somos realmente. (At.24:16). Deus não aprova a hipocrisia. (Am.5:23)
Autenticidade é uma testemunha poderosa da presença de Deus em nossas vidas. Não quer dizer que sejamos perfeitos. Quer dizer que somos verdadeiros. Não as ignoramos, colocando uma máscara de cristãos felizes para encobrir a nossa dor. Admitimos os conflitos. Sermos autênticos inclui sermos verdadeiros com relação a nossas lutas e deficiências.
Devemos crescer em tudo em Cristo. (Ef.4:15). Crescer em Cristo não quer dizer crescimento intelectual. Significa crescermos em áreas como excelência moral, intimidade com Cristo, autocontrole e disciplina, perseverança, piedade, bondade e amor.
Portanto, ser introvertido não é necessariamente um problema; isolar-se dos outros é. Valorizar seus sentimentos não é problema. Ser controlado por elas o tempo todo é. Ser sensível é uma qualidade. Ser sensível ou estar na defensiva ao extremo é um problema. Fazer as coisas com excelência não se constitui num problema. Ser ultraperfeccionista pode ser.
O crescimento de nosso caráter irá melhorar o nosso relacionamento com Deus, em nossa família, no nosso ministério, na igreja etc...
“Preocupe-se mais com o seu caráter do que com a sua reputação, porque o seu caráter é o que você realmente é, enquanto que a sua reputação é meramente o que os outros pensam de você.” – John Wooden.

Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

EXPECTATIVAS PASTORAIS SOBRE UM MINISTRO DE MÚSICA


EXPECTATIVAS PASTORAIS SOBRE UM MINISTRO DE MÚSICA


Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para o Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, em abril de 2006


Nas palestras anteriores caminhei pela área bíblico-teológica. Nesta, desejo perambular pela área da vida pessoal, com parte de cunho devocional. Faz parte do que me propuseram, dentro do elenco de assuntos. Sem desejar enquadrar alguém, falo sobre as expectativas pastorais em relação ao ministro de música. Já ouvi bastante sobre o que esperam de um pastor. Algumas expectativas são corretas, e humildemente, procuro corresponder a elas. Outras são idealistas e tento, no que é possível, atendê-las. Outras são simplesmente irreais. Deixo-as de lado. No que agora digo, procuro me expressar com sinceridade e com coração aberto. Serei idealista naquilo em que o termo alude aos anseios, mas sem ser irreal. Ponderem sobre tudo e aceitem o que julgarem correto. Mas creio que não estou sendo absurdo no que exponho. Nem piegas. Procuro, com experiência pastoral de 34 anos e meio e de trabalho com alguns ministros de música, sempre relacionando-nos muito bem, sinalizar alguma coisa que vejo partir de outros pastores e das igrejas. Falo por mim, mas tenho certeza de que minha fala é endossada por muitos outros. Porque ouço, vejo e interpreto. Sei assimilar e sei descartar o que jugo sem mérito. 

O que espera um pastor de uma igreja local de um ministro de música, particularmente o da sua igreja? Muitas respostas podem ser dadas, mas apresento algumas que são as que me parecem mais sólidas. Há aspectos também gerais, não de relacionamento pastoral. São aspectos que espero lícito esperar de um ministro de música. Vamos a eles, pois. 

1. QUE O MM SEJA UM BOM CRENTE
Começo por aqui, pelo óbvio, sem qualquer pretensão de ser original. Não falo de ser uma pessoa convertida, o que seria o óbvio ululante de Nelson Rodrigues. Falo de alguém que ame o Senhor, que tenha uma vocação sincera, que queira servir, que mostre o caráter cristão na sua vida e nos relacionamentos, que tenha bom testemunho, que seja uma pessoa de oração. Parece que vou chover no molhado ou alar como professor de EBD, mas é necessário dizer isto porque temos esquecido de questões óbvias. E lembre-se que os professores de EBD têm causado menos males à igreja que os teólogos. 

E isto, ser um bom crente, não é algo exclusivo do pessoal da área de música. Aplica-se a todos os que militamos no reino, exercendo funções e cargos. Tenho dito a seminaristas de teologia e a pastores a quem tenho falado que a maneira mais rápida de alguém fracassar no ministério pastoral é sendo um profissional de religião, alguém que trabalha por dinheiro ou simplesmente desempenha uma função de maneira burocrática. Digo sempre que a obra de Deus só pode ser feita passionalmente. Essa passionalidade não tem como alicerce a paixão pelo ministério. Até mesmo porque muita paixão pelo ministério é paixão por si, bem camuflada. É bom ter paixão pelo ministério, mas esta não é a base, o alicerce do serviço cristão. É uma das camadas postas sobre o alicerce. E é possível amar o serviço como fuga, sem amar as pessoas nele envolvidas, e o que é pior, sem mostrar amor a Deus.

A base de todo o serviço cristão é o amor a Deus. “O amor de Cristo nos constrange”, diz-nos Paulo em 2Coríntios 5.14. O reconhecimento do amor de Cristo, o relacionamento sério com Deus, o temor a ele, o respeito pelas coisas dele, do reino dele, são a base de uma vida cristã em geral, e de serviço, em particular. Cito Neemias 5.15, neste contexto: “Antes de mim, os governadores tinham sido uma carga para o povo e haviam exigido que o povo pagasse quarenta barras de prata por dia a fim de comprar comida e vinho. Até seus empregados exploravam o povo. Mas eu agi de modo diferente porque temia a Deus”. O temor a Deus foi a base da conduta de Neemias. Isto é o que chamo de seriedade espiritual. Integridade não é questão de ausência de falhas. É questão de uma vida séria e sem motivações espúrias. É questão de levar a sério o reino de Deus. 

Quando falo de ser um bom crente, falo disto: de temer a Deus, de ser uma pessoa de bom testemunho cristão. Que seja pessoa de oração, que seja dizimista, mostrando que o senhorio de Cristo envolve seus bens. Que mantenha a família no caminho do Senhor, como Paulo pede dos pastores (1Timóteo 3.1-7). Neste texto, o apóstolo descreve atributos que são esperados em quem almeja o episcopado. Não são diferentes os atributos que se esperam de um Ministro de Música, que é uma pessoa de responsabilidade tão delicada na igreja. Quem não consegue deixar marcas de seu caráter na sua casa não pode ser líder na casa de Deus. Pessoalmente, sempre avalio os líderes pela forma como conduzem suas famílias. 

Todos os ministros de música que tive foram homens e mulheres de caráter cristão. Por isto nunca tivemos problemas, porque eu também procuro cultivar o caráter cristão. O melhor antídoto a problemas de relacionamentos na liderança eclesiástica é subordinar os objetivos pessoais a Deus e ao seu reino. Ser um bom crente. Se todos forem, os problemas serão minimizados. O ministro de música deve ser um bom crente. 

2. QUE O MM SEJA COMPETENTE SEM SER ESTRELA
Competência é fundamental em tudo que se faz. O que vale a pena ser feito deve ser bem feito. Do ministro de música se espera competência no exercício das habilidades musicais e do gerenciamento do ministério de música. E isto não apenas por causa do relacionamento com o pastor, mas para assegurar tranqüilidade à igreja e autenticar seu ministério. E isto, a competência do ministro, dá muito descanso ao pastor. Gosto de trabalhar com responsabilidades distribuídas. Sinto-me muito seguro com o ministro de música de minha igreja. Sei que não preciso me preocupar com nada em sua área. Ele toma conta. E toma conta com eficiência. Costumo dizer às pessoas que trabalham comigo: “Se estiver dando certo, faça. Se tiver problemas, traga para mim”. Temos nos acertado. Eles me toleram por causa disto: o mérito é deles, os problemas são meus. E isto não é condescendência de minha parte. Faz parte de minhas atribuições como pastor. Os problemas devem parar na mesa pastoral.

Reconheço que nem sempre este relacionamento entre pastor e ministro de música é bom. Sei de pastor que hostiliza não apenas o ministro de música, mas qualquer outro líder, pois teme sombras. Quem é fraco teme sombras. Um ministro disse que em sua igreja o pastor chegava de manhã, ligava para sua sala, e lhe dizia: “Não se esqueça, o pastor da igreja sou eu”. Sei que é difícil trabalhar com gente medíocre assim, mas já enfrentei também situações de diáconos donos de igrejas, de membros que se julgavam acionistas majoritários porque davam o dízimo mais alto da igreja e outras coisas mais que nem vale a pena comentar. Afinal, para que ficar dando ibope para quem não merece? Mas não creio que nosso caráter como servos da igreja (e somos servos da igreja, não donos, pois o dono é Jesus) dependa de como os outros ajam. A atitude alheia pode ser errada, mas a nossa deve ser tomada com base em nossos valores e nossas perspectivas. Se o pastor é medíocre, o ministro de música deve ser bom. Se fizer sombra, que fique claro que agiu com lisura de coração. Nossa competência depende da seriedade com que encaramos nossa vocação e nosso compromisso com Cristo. Não depende de relação com outras pessoas. 

Uma palavra sobre não ser estrela, que é a recomendação do título deste tópico. John Stott denominou uma das doenças da igreja contemporânea, de “holofotite”, o colocar-se sob holofotes. Pensei que o termo fosse de autoria do Pastor Renato Cordeiro de Souza, de quem ouvi a palavra pela primeira vez. Renato me disse que é de Stott. Creditemos a quem de direito. Há pastores com holofotite e outros, pior ainda, com outra enfermidade, a microfonite. Esta segunda se vê muito mais em assembléias convencionais. Mas parece-me que muitos ministros de música desejam ser mais conhecidos como artistas. Afinal, são músicos, e música é arte. Pregação é algo démodé. Ser picado pela mosca azul é muito sério. 

Preguei em um congresso de jovens que teve a apresentação de um superstar gospel. O sujeito é da periferia de S. Paulo, mas se intitula de gospel. Sua entrada em cena foi deprimente, digna de uma pessoa com problemas bem sérios. Luzes apagadas, rufar de tambores, luz sobre o cenário, ele de costas e virando-se lentamente. Então os instrumentos soaram ao máximo. A patuléia estrugiu. E eu me enojei. Deprimente! Quem é competente não precisa chamar a atenção para si. Como diziam os americanos do século 19: “Faça uma boa ratoeira e o mundo baterá à sua porta”. Faça seu trabalho com eficiência e você será reconhecido. Se uma pessoa busca reconhecimento, o que acho de certa forma justo, isto virá. Mas se busca aplauso ou primazia, incorre em erro. Billy Graham pregava em um lugar e lhe disseram que muitas pessoas tinham vindo de longe para vê-lo. Queriam tocá-lo e obter autógrafo. Sugeriram-lhe andar pelo meio do povo antes da pregação, para ser visto, tocado e dar autógrafos. Sua resposta foi seca: “Deus não reparte sua glória com o homem”. A glória não é nossa, mas de Deus. Não é preciso ser grosseiro, como naquela velha história do pregador que quando lhe disseram que o sermão fora bom, respondeu: “O diabo já me disse”. Isto não é humildade. É grossura. Aceite elogios, mas não se ensoberbeça. Aceite-os e dê graças a Deus que o capacitou e o instrumentalizou. Aceite e transfira a glória para ele. 

Em outras palavras, se vier a brilhar, que isto não o ofusque. E que brilhar não seja sua meta. Mas ser útil, sim. 

3. QUE O MM SAIBA TRABALHAR EM EQUIPE
Tinha elaborado um outro tópico, mas vi que ele se fundia com este. O outro é “Que o MM saiba implementar projetos dos outros”. Poderia fazer tópicos com conteúdo diferenciados, mas andaria muito perto. Fiquemos com um só.

Saber trabalhar em equipe significa saber implementar projetos dos outros. Significa não ter uma visão personalista. Há obreiros, tantos pastores como músicos, cuja perspectiva de trabalho lembra o samba de uma nota só. Só sabem aquela nota. Geralmente a nota é a deles.

Isto significa reconhecer que sua vontade deve ser compartilhada e, muitas vezes, deverá ser subordinada a de outros. Um conhecido treinador de futebol perdeu o emprego há poucos dias. É altamente personalista e vaidoso. Um atleta de Cristo comentou-me, sobre ele, que seu estilo de trabalho é este: “Eu ganhei, nós empatamos, eles perderam”. Quando o time perde, é nota 5.

Trabalhar em equipe significa saber reivindicar e saber ceder. Significa que nossa visão, que nos parece tão certa, deve submeter-se, em alguns momentos, à de outros, que lhes parece tão certa, e a nós, errada. Que nossa cultura e nosso jeito de ser deve ceder espaço ao de outros, em muitos momentos. Sou carioca, nascido na Praça Mauá, numa terça de carnaval. Pastoreei no interior de S. Paulo, a chamada “interlândia”. Interior bem interior. Tornei-me interiorano de coração. Tenho um filho nascido no belo e rico interior paulista. Pastoreei na grandiosa Sampa, a cidade que não dorme, a maior cidade do hemisfério Sul, minha paixão geográfica. Tenho uma filha paulistana. Pastoreei em Brasília, a cidade vestida de verde, a capital da esperança. Em tempo: não tenho filho candango. Pastoreei na Amazônia, um dos locais mais lindos do mundo. Sou manauara de coração. Também não tenho filho amazônida, mas tenho nora e neto paraenses. Voltei para S. Paulo, meu estado de coração. Estou em Campinas, a rica, culta, bela e limpa Campinas, onde residem 30% dos cientistas brasileiros. O PIB da Região Metropolitana de Campinas é 9,2% do PIB brasileiro, equivalente ao do Chile. Campinas é uma cidade à parte. Não é capital, mas não é interior. Tem 1.300.000 habitantes e é maior que muitas capitais. Trabalhei em lugares diferentes, com culturas diferentes, com igrejas diferentes. O que pregava em Manaus, uma igreja sólida, bem doutrinada, não servia para o Cambuí, uma igreja que passava por dificuldades. Em cada lugar aprendi. Em cada lugar as pessoas me enriqueceram. Procure aprender dos lugares onde trabalhar e aprenda das pessoas com quem lidar. Seja mestre, mas seja aluno. Aprenda com sua equipe. 

Fuja da tentação simplista de tirar programas, soluções e projetos do bolso ou da bolsa. Aprenda com as pessoas, com a igreja, com a cultura local. Sonhe os sonhos deles. Veja a igreja com os olhos deles. Se a visão deles for pequena, aumente-a. Chegue com humildade para aprender daquelas pessoas. Um curso de seminário não nos torna aptos em tudo nem nos dá a certeza de que nossos alvos são os melhores. Os outros sabem coisas que não sabemos.

Trabalhar em equipe e implementar projetos alheios é algo mais amplo que o citado acima, mas começa ali. Respeitando as idéias alheias, aprendendo dos outros. Meu ministério, meu estilo e minha visão hoje, no Cambuí, diferem bastante do que tinha em Manaus. Um ministro de música deve saber conviver com os sonhos alheios. Deve ter os seus. Deve lutar pelos seus. Mas deve evitar o erro de muitos pastores que dizem que Deus lhes deu um sonho ou uma visão, mas não deu à igreja. Em breve o trabalho se esfacela. O obreiro tinha visão, mas não sabia trabalhar em equipe. Tinha projetos, mas não sabia implementar os alheios. Isto tudo pode se resumir a uma questão bem simples: saber trabalhar em equipe. Ter uma equipe é diferente de ter um séqüito. Ah, e algo muito importante: ame sua igreja! Ela deve ser a melhor igreja do mundo. Seu bairro e sua cidade devem ser os melhores do mundo. Ponha o coração no lugar, nas pessoas, no trabalho. Todas as vezes em que sou tentado a sair do Cambuí, penso em algumas pessoas de lá que amo muito, e das quais sentirei muita falta. Penso na cidade, que me fará muita falta. E fico feliz: amo minha igreja, o bairro do Cambuí, que é um charme à parte na charmosa Campinas, amo meu rebanho. Sou feliz ali. Às vezes me aborreço, às vezes aborreço o rebanho, mas aceitamo-nos e perdoamo-nos. Ali estarei enquanto Deus assim determinar, e com alegria. 

4. QUE O MM SAIBA LER A IGREJA TÃO BEM COMO LÊ MÚSICA
Cultivando este espírito anteriormente descrito, o ministro de música estará apto a ler bem a sua igreja. Para ler livros, é suficiente ser alfabetizado e saber decodificar certos símbolos, que chamamos de letras. Para ler gente é preciso ter sensibilidade. E para ler proveitosamente, precisa-se amar as pessoas. Quem ama os livros, quando os lê, aproveita-os melhor do quem lê por obrigação. Quem ama aquelas pessoas pode lê-las com coração e mais proveito. Tenho procurado ler o Cambuí e pude adaptar meu ministério às realidades e às necessidades da igreja. Sei quais são as pessoas nas quais posso confiar qualquer atividade ou até mesmo ser um pouco mais aberto em conversas. Já sei que algumas outras são pessoas com as quais preciso ser mais reservado. Escoro-me em algumas, nas horas difíceis, porque sei que são equilibradas e amorosas. 

Haverá pessoas com as quais o ministro de música poderá contar em qualquer momento. Haverá pessoas que sempre estarão querendo ser paparicadas. Aliás, a maior parte do trabalho pastoral é preparar mamadeiras. Crentes imaturos tomam a maior parte do trabalho pastoral. Ministros de músicas também precisarão saber preparar mamadeiras e lidar com gente imatura. Haverá bebês espirituais no Coral. Alguns quererão fazer solo em todo culto. Outras, no igrejês de hoje, quererão “dar um louvor”. Mas não têm condições e a igreja sabe disso. E o ministro precisa saber também. Haverá uma hora de fazer afago, e haverá uma hora de ser ranzinza. Afague e seja ranzinza quando for o caso. O chato é que às vezes trocamos as bolas, mas como se diz por aí, faz parte. Não se consegue acertar sempre.

Descobriremos, com a prática de ler gente, que há pessoas que querem servir e que são serviçais. Outras há que amam o poder e farão de tudo para tê-lo. Estas são perigosas. Não hesitarão em remover obstáculos, mesmo que de forma traumática. O líder é sempre seu alvo e sempre é visto como um inimigo. Tenho experimentado que os maiores críticos do trabalho pastoral são pessoas com ambições eclesiásticas. Ou que as tiveram frustradas. E tenho visto também que os maiores críticos do ministro de música são aqueles que não conseguem se impor a ele. São as gargantas de ouro que querem cantar em todo culto, que pensam que sua voz é um dom de Deus ao mundo. Um crente sem escrúpulos é pior que um incrédulo sem escrúpulo. Mas eles existem, fiquem certos. Cedo ou tarde vocês os encontrarão. 

Por isso, não desanime com choques nem com oposição. Em nossa cultura, a brasileira, só há um tipo de pessoa imune a crítica, de quem não se fala mal: o defunto. Pode ser o pior patife, mas sempre será elogiado. Você não é um cadáver. Quando for, será elogiado, não se preocupe. Mas enquanto for vivo e for líder tomará bordoadas. Algumas justas, outras nem tanto, e outras absolutamente injustas. Se souber ler sua igreja, saberá quais críticas acatar e quais descartar. Saberá quais pessoas poderão corrigi-lo e quais serão apenas azedas. Ajudará também o cultivo de uma vida espiritual firme diante de Deus, para resistir a estas situações, bem como senso crítico para reconhecer quando está errado e quando está certo. Saiba se desculpar, saiba pedir perdão, saiba bater o pé. Tudo na hora certa. Para isso, é preciso discernimento. Está lá em Tiago 1.5: “Mas, se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e ele a dará, porque é generoso e dá com bondade a todos” (NTLH).

Ler a igreja significa saber o que tem em mão, saber o que pode exigir e o que pode esperar. E também saber o quanto pode dar e a quem dar. Significa ter expectativas bem como saber renunciar a algumas delas. Conseqüentemente, significa adaptar-se a situações. Mas significa, acima de tudo, continuar esperando no Deus que o chamou com uma santa vocação. O livro chamado “Gente” por vezes é frustrante. Mas, anime-se, porque o livro chamado “Vontade de Deus” nunca é.

5. QUE O MM TENHA VISÃO ANALÍTICA E PROPOSITIVA
Isto, que foi expresso em linguagem empolada, significa ter capacidade de análise crítica e apresentar propostas à luz de suas análises. Há pastores que a cada encontro que vão mudam de idéia ou de agenda ministerial. Encantam-se com o que ouvem e querem mudar tudo. A igreja é o laboratório e os crentes são as cobaias. Mal se acostumam a um modelo, surge outro. Falta senso crítico ao obreiro. Falta o domínio do tópico anterior: saber ler gente. Cada igreja tem um jeitão cristalizado há tempos, tem um determinado tipo de pessoas em sua membresia e em seus postos chaves, aquelas pessoas que formam opinião. Há projetos e modelos que dependem muito do tipo de pessoas para implementá-los. E também dos formadores de opinião na igreja. 

Já me sucedeu de ir a uma igreja, que se candidatou a ser pastoreada por mim (não fui eu que a procurei e me candidatei, mas ela me procurou e se candidatou) e embora tivesse gostado muito dos crentes, tenha experimentado uma forte sensação: “Não fomos feitos um para o outro”. Não tínhamos o mesmo estilo. O que eles esperavam de um pastor eu não sabia dar. O que eu poderia dar não lhes era interessante. E eles gostaram de mim, mas também viram que eu não era a pessoa talhada para eles. Optaram por outro. E já recusei pastorado pelo mesmo motivo pelo qual não me convidaram. Como dizia um bloco carnavalesco carioca: “Nem melhor nem pior, apenas diferente”. Sem juízo de valor, apenas estilos diferentes. A liderança de uma dessas igrejas, cujo pastorado recusei, é tão minha amiga que sempre que vou à cidade, agendam almoço comigo. E seu pastor é meu amigo pessoal.

Sucede o mesmo com a área de música. Há igrejas com certos aspectos culturais específicos, bem distintos das demais. O povo está acostumado com solenidade, sobriedade, certo estilo musical mais clássico. E se vier alguém fogueteiro, o problema estará criado. Pode haver uma igreja fogueteira e um ministro mais clássico. Espera-se que haja bom senso de ambas as partes para entender que não foram feitos um para o outro. Se julgarem que devem tentar, que Deus os capacite para o entendimento e acerto. Do ponto de vista prático, saiba analisar as músicas e o estilo adequado para seu rebanho. Saiba apresentar propostas dentro da realidade dele. Crie um esquema de trabalho que se ajuste ao seu material. Aprenda a ler os seus liderados, ministro! 

Um de nossos problemas mais sérios é o copismo. Algo deu resultado em uma igreja local. Outra igreja, bem diferente, em contexto diferente, copia o que aquela fez. E se dá mal. O ministro de música nem sempre terá em suas mãos um material humano semelhante ao de alguns colegas. Não deprecie seu material. Não se avalie pelo trabalho dos outros. Analise criticamente a sua realidade e proponha metas dentro de possibilidades alcançáveis pelas pessoas com as quais trabalha. 

Ser original, no sentido de encontrar seu próprio caminho, pode ser algo muito trabalhoso. Pode ser que cultos ao ar livre, no Rio, dêem certo. O paulista do interior bem interior não parará nem para ver um coral com becas cantando ao ar livre. Não é de bom tom. 

Presidi uma assembléia da Convenção Batista do Amazonas, na Ilha de Parintins. Convidamos o coral da PIB Indígena Saterê para cantar. Foi uma festa para nós, pelo menos pelo aspecto original. Mas eles mal disfarçavam o enfado com nossos hinos e cânticos. Nada dizia para eles. Os deles nos encantavam pelo ineditismo, mas deve ser muito chato para um sujeito citadino ouvir aqueles hinos em todos os cultos. Indígenas à parte, lembre-se: nem tudo serve para lugares diferentes, as pessoas são diferentes, as igrejas são diferentes. Saiba analisar isto e propor atividades e programas dentro da realidade em que trabalhar. Criar é mais importante que copiar. 

CONCLUSÃO
A recomendação de Jesus, de termos a simplicidade das pombas e a prudência das serpentes, cabe bem na conclusão desta palestra. Quando saí deste seminário, eu sabia tudo. Era um garoto, mas era formado neste seminário. Fui colonizar uma igreja que tinha 46 anos, o dobro da minha idade. Foi um fiasco. Anos depois voltei lá e pedi perdão porque tinha sido um mau pastor. Faltou-me prudência, faltou-me adaptabilidade. Sobrou-me empáfia.

Trabalhe, dê duro, continue a estudar, a crescer. Mas mantenha o amadorismo de um iniciante. Matriculei-me neste seminário com 19 anos de idade. Minha primeira noite aqui, no velho prédio 18, foi algo tão comovente pra mim, que não conseguia dormir. Eu era seminarista. Os anos se passaram. Quando prego e há decisões, custo a dormir. Quando efetuo batismos, preciso de um chá calmante. Estudei, cresci um pouquinho, mas continuei iniciante. Tenho tantas falhas que às vezes me pergunto se não faria melhor deixando o ministério, para que Deus coloque outra pessoa melhor em meu lugar. Mas sempre peço a Deus para não me tornar um cínico, um relaxado ou um profissional de religião.

Peça a Deus que o mantenha com o mesmo espírito de quando você se sentiu vocacionado para o ministério. Se nunca se sentiu vocacionado, a história é outra. Mas se é, que Deus o mantenha sempre deslumbrado com sua vocação. Mesmo amadurecendo e crescendo, seja sempre um iniciante, um amador, cheio de ardor.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

LEVADOS PELO NEGATIVISMO


Os homens enviados por Moisés em missão de reconhecimento daquela terra voltaram e fizeram toda a comunidade queixar-se contra ele ao espalharem um relatório negativo;
esses homens responsáveis por espalhar o relatório negativo sobre a terra morreram subitamente de praga perante o Senhor. 
De todos os que foram observar a terra, somente Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, sobreviveram.  
Números 14:36-38


É incrível como somos levados pelo negativismo, como é fácil propagar o medo, é algo que se alastra fácilmente entre as pessoas, as notícias trágicas são as que mais chamam atenção, e ultimamente alguns jornais tem colocado um fundo preto para as manchetes trágicas, nem precisa ler, já sabe-se que a manchete é notícia ruim.
Os homens que espalharam o relatório negativo tiveram um fim triste, e fico pensando na posição de Calebe e Josué, os dois que trouxeram um relatório diferente, imagino a aflição deles de serem diferentes em seus relatórios. Provavelmente, foram criticados, pressionados a mudarem, mas não deixaram se influenciar. E justamente por isso, sobreviveram e foram apenas eles dois, dentre dois milhões de pessoas, que tiveram o privilégio de entrarem na terra prometida.
A palavra deste dia é que não deixemos ser levado pelas coisas negativas dessa vida, não podemos ser influenciado por pessoas negativas, depressivas, por pessoas angustiadas pela vida. Viver é uma dádiva divina, então vivamos com alegria.
Outro aprendizado: Se o teu chefe te der algo pra fazer, não espalhe o resultado, apenas entregue ele. Aqueles homens não pecaram por trazerem um relatório negativo, mas erraram por espalharem o relatório entre o povo. O próprio Jesus nos adverte que nesta vida teremos aflições, mas ele também recomenda que tenhamos bom ânimo, e tomar ciência que ele venceu, portanto, seremos vitoriosos pelo poder de Jesus.

Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

DEUS RESPONDE O NOSSO CLAMOR


‘Clame a mim e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas 
e insondáveis que você não conhece’. 
Jeremias 33:3


Clamar é uma prática que anda esquecida. Confesso que eu mesmo peço muito pouco a Deus, as vezes acho que não devo incomoda-lo por tão pouco, outras vezes, por achar que já tenho mais do que mereço e se for da vontade dele, ele me concederá no seu tempo.
Creio que muitas pessoas não clamam a Deus por esses motivos e por tantos outros, porém o texto nos ensina a clamar, gritar, chorar, ou seja, tudo o que precisamos é chegar-se a Deus e pedir, pois o próprio Deus garante responder, ainda que seja uma resposta negativa.
Deus não apenas responderá, mas nos revelará coisas grandiosas, coisas que ainda não conhecemos.
Deus tem grandes coisas para nossa vida a medida que nos relacionamos com ele. Então, vamos praticar um dialogo diário com Deus, vamos busca-lo de todo o coração e com fé. Fé em sua existência e fé que Ele é um Deus, bondoso, amoroso e que recompensa a todos que se chega a Ele.

Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O QUE DIZEM SOBRE SUA FÉ?


Diante disso, os supervisores e os sátrapas procuraram motivos para acusar Daniel em sua administração governamental, mas nada conseguiram. Não puderam achar falta alguma nele, pois ele era fiel; não era desonesto nem negligente.
Finalmente esses homens disseram: "Jamais encontraremos algum motivo para acusar esse Daniel, a menos que seja algo relacionado com a lei do Deus dele". 
Daniel 6:4-5

O texto destaca algumas características de Daniel que vale apena seguir:
1) Daniel era Homem fiel: Mesmo escravo, mesmo vivendo em terra que não era sua, servindo numa comunidade pagã, Daniel foi fiel no seu trabalho. Quantos de nós somos fiéis no trabalho mesmo ganhando pouco?
2) Daniel não era desonesto e nem negligente: Tai uma combinação que pecamos, podemos até gritar aos quatro ventos que somos honestos, que não roubamos, mas fazemos vista grossa aos esquemas, que acontecem diante de nós. Acabamos sendo negligentes;
3) Daniel era temente a Deus: a declaração feita aqui não foi do próprio Daniel, e sim de seus adversários, das pessoas que queriam derrubar-lo. É um ponto que vale apena pensar. O que as pessoas dizem sobre você e sua fé? Seus opositores reconhecem sua fé em Jesus?
Que possamos desenvolver o caráter de Daniel a ponto de ser reconhecido por outra pessoa para a Glória de Deus.
Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

DEPENDENTES DE DEUS


Mas a comunidade toda falou em apedrejá-los. Então a glória do Senhor apareceu a todos os israelitas na Tenda do Encontro. 

Números 14:10


Em mais um momento de dificuldade diante do povo, Moisés contou com a ação de Deus, por sua própria força, ele não conseguiria sair da revolta do povo. Ainda que Moisés usasse de toda paciência, de toda a competência em liderar o povo rumo a terra prometida, ele sempre foi questionado, afrontado e sentenciado a morrer.Quanta injustiça sofreu Moisés diante de seu povo. Mas se não fosse o Senhor por diversas vezes na vida dele...
Em diversas ocasiões, nossa vida se assemelha a vida de Moisés, passamos por questionamentos, calunias, rebeliões, e não apenas com estranhos, mas sobretudo com os nossos familiares. Pessoas de nosso relacionamento, o que muito nos desaponta, o que nos causa dor, um sentimento de fracasso, uma vontade de desistir. São nessas horas que nos aparece o Senhor para nos livrar, para nos levantar assim como fez como Moisés. Então entregue seu desgostos, suas aflições ao Senhor. E Mais, faça como Moisés que ainda desprezado, quase morto pelo seu povo, ainda pediu a favor deles diante de Deus. Isso é sacerdócio.
Que possamos ser sacerdotes em casa, no trabalho, na escola e por onde quer que passemos.
Na Paz de Deus, Maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ADORAR EM ESPÍRITO E EM VERDADE

No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura.

Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade".
João 4:23-24
No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura.

Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade".
João 4:23-24
No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura.
João 4:23
No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura.
João 4:23
No entento, está chegando a hora, e de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes adoradores que o Pai procura. Deus é espírito e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. João 4: 23-24

Deus é espírito, isso significa que pouco importa nossas ações exteriores, e sim a intenção do nosso coração.
A adoração acontece no coração. Em provébios, diz que devemos guardar o nosso coração do mal, e alimenta-lo de coisas boas.
O coração é o lugar da adoração. É um lugar onde apenas você e Deus conhecem.
Podemos ter atos de louvor, tais como, bater palmas, fechar os olhos, cantar, pregar e etc, porém apenas Deus saberá se o que estamos fazendo é em adoração a Ele.
Adoração acontece no reino espíritual, ela acontece no íntimo de nosso ser. Na adoração nos emocionamos, mas não é só emoção. Na adoração, precisamos ter a conciencia do que somos e de quem Deus é, mas não é só razão.
Se quisermos ser adoradores que Deus procura, temos que encher o nosso coração da verdade, que é a sua Palavra, buscar conhecer o Senhor e buscar conhecer sua vontade.
O adorador que Deus procura é aquele que luta contra suas próprias imperfeições e que tem um coração que ama a Deus acima de todas as coisas.
Que tudo que venhamos fazer, façamos de acordo com a vontade de Deus.
Na Paz de Deus, maestro de nossas vidas,
Erasmo Romão